Palestras: Planejamento Financeiro Pessoal                      Redução de Custos

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FINANÇAS PESSOAIS

1. Administração de crise financeira

Uma crise financeira pessoal é um sério problema para qualquer pessoa. Depressão, ansiedade, baixa auto-estima, enfraquecimento da saúde são alguns dos efeitos de uma crise financeira pessoal.

O quadro fica agravado porque a pessoa se defronta com uma situação onde precisa dar o máximo de si para resolver o problema justamente no momento em que seu estado psicológico está debilitado.

Também nesse momento a pessoa freqüentemente precisa tomar decisões difíceis e fazer sacrifícios dolorosos que podem acarretar mudanças importantes em sua vida.

Por tudo isso, é relevante lembrar dois aspectos importantes:

- A prevenção ainda é a melhor arma contra a crise financeira pessoal.


- Uma vez instalada a crise financeira ou aos seus primeiros sinais, deve-se buscar uma solução o mais rapidamente possível.

1.1 Prevenção de crise financeira

A adoção de medidas preventivas para lidar com as crises financeiras tem dois objetivos básicos:

  • Evitar  que a pessoa seja surpreendida por fatos apenas aparentemente imprevisíveis.

  • Criar um plano de contingência para lidar com situações realmente imprevisíveis.

As recomendações seguintes ajudarão a prevenir as crises financeiras pessoais:

  • Ter e respeitar um orçamento de renda e gastos.

  • Não se endividar até o limite do orçamento.

  • Cortar o endividamento crescente.

  • Não se financiar a juros altos.

  • Manter um fundo de reserva para cobrir despesas extraordinárias.

  • Criar um plano de contingência para a lidar com a crise.

1.2 Enfrentando a crise financeira

Os caminhos para solucionar uma crise financeira pessoal não são muito diferentes daqueles utilizados pelos governos e pelas empresas. Eles se fundamentam em duas medidas básicas: aumento da renda e redução dos gastos. Apesar de simples em seu enunciado, a implantação dessas medidas requer firmeza de decisão, ação e criatividade.

O aumento da renda geralmente significa trabalho extra. Não é fácil conseguir esse trabalho e quando obtido exige sacrifício do tempo dedicado à família ou ao lazer.

A redução dos gastos também é difícil por dois motivos principais. Em primeiro lugar exige algum trabalho de análise e controle. Segundo, reduzir gastos significa fazer sacrifícios, o que contraria a essência da natureza humana.

Como as medidas para aumento de renda ou redução de gastos exigem sacrifícios, as soluções são proteladas e a crise tende a se agravar.

O ponto fundamental para se obter o saneamento financeiro das contas pessoais é tomar as decisões certas e sem demora. Quanto mais demoradas  as soluções, menores serão as chances de sucesso.


Um programa de saneamento financeiro pessoal começa com a análise da situação financeira atual da pessoa e suas perspectivas  num futuro próximo. Esta análise tem como objetivo fazer um diagnóstico preciso do problema, identificando suas causas principais e secundárias. A partir daí serão buscadas as soluções.

Portanto, não basta examinar como as contas pessoais estão hoje. Também é preciso saber como elas ficarão mais à frente. O ideal é que a análise projete a situação financeira para um período de doze meses.


1.3 Analisando a crise financeira

Um roteiro sugerido para analisar a crise financeira é o seguinte:

- Qual é o problema financeiro e quais serão seus desdobramentos?

- Se tudo correr bem como ficarão as finanças pessoais?

- Se acontecer o pior como ficarão as finanças pessoais?

- Qual é a renda efetiva?

- Como deverá se comportar a renda num futuro próximo, desconsiderando-se ocorrências imprevisíveis?

- Qual é o orçamento de gastos?

- Como deverão se comportar os gastos num futuro próximo, desconsiderando-se ocorrências imprevisíveis?

- Existem gastos exagerados, desproporcionais?

- Qual o peso dos juros no total dos gastos?

A resposta a estas perguntas facilitará a busca de solução para o problema.

Uma vez obtida as respostas para as questões mencionadas, além de outras que a situação possa exigir, a pessoa deverá fazer uma projeção de entrada e saída de dinheiro - seu orçamento pessoal de caixa .

Essa projeção é necessária porque o orçamento pode estar equilibrado em termos anuais, mas pode apresentar algum déficit ou sobra de caixa durante determinados períodos.

Para o mês em curso, essa projeção deverá ser efetuada em base semanal (talvez diária se a situação financeira estiver muito difícil), dando assim um maior detalhamento para as informações sobre a situação financeira imediata. Para os onze meses seguintes,  as projeções serão efetuadas em base mensal.

1.4 Encontrando as soluções

Depois que os dados e informações forem coletados na etapa de análise, será necessário encontrar as soluções. Para isso, é preciso responder às seguintes questões:

1. As premissas usadas na análise do problema são realmente confiáveis?

2. Qual a solução ideal para a crise financeira pessoal?

3. Qual é a solução possível?

4. Existiria um meio termo entre solução ideal e solução possível?

5. A solução a ser adotada é arriscada? É flexível?

6. Se existe mais de uma solução, qual delas deve ser escolhida?

Como já foi mostrado, as soluções implicam basicamente em um aumento de renda, redução de gastos ou uma combinação dessas duas  alternativas.

1.4.1 Aumento da renda

A solução ideal para os problemas financeiros seria um aumento de renda. Assim, não seriam necessários os sacrifícios impostos pelo corte dos gastos.

No passado, a saída clássica para os problemas financeiros era pedir um aumento de salário. Entretanto, esta é uma situação passada. A realidade da economia nos dias de hoje obriga as pessoas a lutarem pelo seu emprego, não havendo espaço para reivindicações adicionais.

Em face desse quadro, o aumento de renda só poderá obtido com trabalho  adicional à noite ou nos fins de semana.

A experiência tem demonstrado que a melhor alternativa de trabalho extra é aquele que pode ser efetuado em casa. Isto poupa tempo e custo com deslocamento e também reduz a despesa com  alimentação.

Algumas atividades são especialmente indicadas para a geração de renda extra. Elas não devem exigir investimento nem horários rígidos de trabalho. Alguns exemplos são a intermediação de serviços, telemarketing, marketing de rede, vendas, trabalhos em feiras e eventos, digitação, aulas particulares, consultoria, redação de textos etc.

A opção deve ser por soluções que propiciem entrada rápida de dinheiro e que combinem com as características da pessoa.

Além disso, é preciso ter o cuidado para que a atividade extra não prejudique o desempenho da pessoa em seu trabalho. Caso contrário a solução poderia se converter em um novo problema com a perda do emprego.

1.4.2 Redução de gastos

A redução dos gastos é uma das soluções mais utilizadas no processo de saneamento financeiro. Diferentemente de geração de renda extra que pode depender de fatores externos, a redução de gastos é uma decisão pessoal. Para a maioria das  pessoas  existe algum espaço para redução de seus gastos.

O primeiro passo consiste em cortar os gastos supérfluos ou combater os desperdícios. Se ainda assim, as reduções se mostrarem insuficientes, será preciso tentar reduzir os gastos com mudanças estruturais no padrão de vida.

As medidas estruturais para redução de gastos implicam em dois tipos de mudanças nas despesas: adjetivas e substantivas.

Quando uma pessoa troca um carro caro por outro mais barato, para reduzir seu custo de transporte está fazendo uma mudança adjetiva. Por outro lado, se troca o carro por ônibus está implementando uma mudança substantiva.

Reduções de custos não lineares geralmente dão os melhores resultados. Quando alguém estabelece uma meta de cortar 10% em todos os gastos, isto pode ser muito para alguns itens e pouco para outros. O resultado pode não ser satisfatório.

Um princípio importante a ser observado em todo esforço de redução de gastos é o da materialidade. Este princípio significa que os esforços devem ser dirigidos para aqueles itens de custo realmente significativos. Evidentemente não faz sentido desenvolver-se esforços para obter reduções de custos insignificantes.

1.4.3 Redução de pagamento de juros

As altas taxas de juros vigentes na economia brasileira estimula a oferta de crédito. Para muitas lojas, a maior parte do lucro é gerada pelas vendas financiadas. Este fato estimula a expansão das vendas a crédito nas diversas modalidades.

As instituições financeiras já adotam um sistema de custos financeiros diferenciados, cobrando taxas menores para os clientes preferenciais ou bons pagadores ou naquelas operações de crédito onde exista maior nível de garantia. Nas  empresas comerciais  a taxa de juros cobrada normalmente é única. Esse fato significa que o crédito bancário, por ter custos mais elásticos, oferece mais possibilidades de redução do pagamento de juros.

O crescimento  do crédito caro tem contribuído para que o pagamento de juros ocupe um lugar de destaque nas crises financeiras que atingem a maioria das pessoas.

Deve ser  lembrado que uma dívida de R$ 1.000,00 (um mil reais) sujeita a uma taxa de juros de 10% ao mês, depois de três anos se transforma em quase R$ 31.000,00 (trinta e um mil reais), sem incluir nesse valor eventuais multas.

Quando o devedor ainda não teve seu nome incluído em cadastro negativo, deve buscar alongar o prazo de pagamento, reduzindo o valor do desembolso com juros de modo a manter seu crédito.

Se já teve seu nome incluído em um cadastro negativo, deve buscar por meio de negociação  a redução do valor do débito e a adoção de um cronograma de pagamento que possa ser cumprido.

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