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DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL 1. Tendências do mercado de trabalho na área financeira 2. Desafios do desenvolvimento profissional na área financeira 3. Teste seu conhecimento prático de finanças em nível básico 4. Conhecimentos mais requisitados em cargos da área financeira 5. Estratégias para sobrevivência do profissional de tesouraria. 1. Tendências do mercado de trabalho na área financeira Nos
últimos anos, o mercado de trabalho na área
financeira tem sofrido importantes alterações devido
a fatores macroeconômicos,
gerenciais e tecnológicos. Ao longo dos próximos anos,
essa mudança deverá se manter e, em alguns casos,
se acentuar. 2. Desafios do desenvolvimento profissional na área financeira A acumulação de experiência é um processo natural à medida que se amplia o tempo de trabalho. Em circunstâncias normais, um profissional da área financeira, no final de sua carreira, terá acumulado valiosa carga de experiência profissional. Entretanto, para muitas empresas, a maturidade tarimbada não é um valor inquestionável para boa parte das funções. As empresas, principalmente as grandes, muitas vezes buscam profissionais que juntem juventude e experiência, por mais inconsistente que esse objetivo possa parecer. Mesmo por parte das pessoas, rápido desenvolvimento profissional é uma meta muito valorizada. Nesse sentido, algumas empresas oferecem como atrativo para jovens candidatos a emprego, possibilidade de rápido crescimento profissional. É evidente que o cumprimento dessa promessa exigirá uma contrapartida por parte do empregado. Se não dispõe de incentivos especiais no próprio ambiente trabalho, o profissional de finanças precisará queimar etapas no processo de absorção de conhecimento. Acumular conhecimento ainda cedo na vida profissional tornou-se um objetivo muito valioso. Os profissionais mais determinados em relação ao objetivo de rápido crescimento profissional adotam a postura mais efetiva para isso: trocam voluntariamente de emprego, visando conseguir novos desafios, novas experiências e acelerar seu crescimento profissional. É a fuga da mesmice. Essa atitude, entretanto, é impraticável para a maioria dos profissionais, em virtude da natural escassez de oportunidades e de diferenças de práticas de trabalho. Por exemplo, para aqueles que trabalham no setor bancário, onde há práticas profissionais bastante específicas, existem dificuldades para se transferir rápida e espontaneamente para outro setor de atividade. Em resumo, o desafio para a maioria dos profissionais de finanças (e de outras áreas também) é acelerar o desenvolvimento profissional sem mudar de emprego. A aceleração da absorção de conhecimento exige, invariavelmente, esforço pessoal aumentado. Em última análise, é um processo de investimento de tempo e, às vezes, de dinheiro no sentido de acelerar o processo de aprendizagem. As recomendações seguintes se aplicam aos profissionais de finanças que desejam acelerar seu desenvolvimento profissional. 1. Aceitar novos desafios profissionais na mesma empresa (rotação de função ou job rotation para os que gostam de neologismos) e encará-los como uma oportunidade de crescimento profissional. Para aqueles que têm potencial para funções gerenciais, uma rotação de função radical – por exemplo, passagem para a área de compras – é particularmente promissora. Convém lembrar que a atividade financeira tem interligação com praticamente todas as áreas de uma empresa. 2. Procurar conhecer todo o processo de trabalho em que estiver envolvido, buscando ir além dos temas estritamente financeiros. Por exemplo, se é da área de contas a pagar, deve buscar conhecer os aspectos fundamentais da legislação tributária pertinente, principalmente aqueles menos sujeitos a constantes mudanças. No trabalho com o fluxo de caixa, é importante ser mais que o centralizador dos dados gerados pelas diversas áreas da empresa. 3. Fazer com disposição aquele treinamento que lhe foi oferecido, mesmo que à primeira vista não pareça ter uma ligação direta com suas atividades atuais. Também aqui, para os que têm potencial para funções gerenciais, esta recomendação é importante. 4. Valorizar o ambiente de saudável competição profissional existente em certas empresas. Este é um caminho natural para aceleração da aprendizagem profissional. 5. Procurar compreender os fundamentos da economia nacional e internacional e seus efeitos sobre a atividade financeira da organização. 6. Dominar os fundamentos da informática (sistema operacional, editores de texto e planilhas). Este procedimento tende a aumentar a produtividade do profissional, na medida em que o torna menos dependente do suporte interno. Em termos mais gerais, procurar conhecer a ligação da tecnologia da informação com a atividade financeira e, principalmente, suas tendências. 7. Organizar grupos para troca de conhecimento e experiências. Podem ser formados com profissionais de outras empresas tais como clientes, fornecedores ou parceiros. 8. Procurar o equilíbrio entre teoria e prática de finanças. Muita prática sem domínio dos fundamentos teóricos não é recomendável. Também não agrega valor a teoria divorciada da realidade. É importante reconhecer cedo alguns mitos largamente encontrados na prática financeira e que podem prejudicar uma carreira profissional. Não esquecer também que em determinados tópicos de finanças, há um significativo distanciamento entre teoria e prática. 9. Assistir palestras ou entrevistas de especialistas em temas específicos ou correlatos com a área financeira. É uma oportunidade para conhecer opiniões, metodologias e expectativas fora do ambiente de trabalho. Revistas, jornais, sites e programas especializados em finanças têm um papel importante para isso. 10. Aumentar o número de porquês a serem respondidos e o número de respostas a um mesmo porquê.
3. Teste seu conhecimento prático de finanças em nível básico As questões seguintes visam avaliar seu conhecimento prático de finanças em nível introdutório. 1. Você é capaz de avaliar com segurança as recomendações do gerente do banco sobre uma aplicação financeira da sobra de caixa da empresa? 2. Para um dado financiamento, você consegue calcular o valor do saldo devedor , com base no critério do valor presente das prestações a vencer? Qual o outro critério para cálculo desse saldo devedor? 3. Numa negociação com um cliente visando que ele antecipe um pagamento, você consegue identificar qual seria a menor taxa de desconto a ser oferecida para que a proposta possa ser financeiramente atrativa para ele? 4. Você conseguiria fazer três sugestões para redução dos custos fixos da empresa? 5. Você saberia estimar qual o valor do faturamento necessário para que sua empresa possa pelo menos igualar os custos totais à receita total (ponto de equilíbrio ou de lucro zero)? 6. Com base nos demonstrativos contábeis da empresa, saberia calcular três índices financeiros básicos (liquidez corrente, rentabilidade do capital próprio e grau de endividamento geral)? Como os interpretaria? 7. Supondo que sua empresa tenha uma dívida em dólar, vencendo de uma só vez dentro de oito meses, que alternativa você recomendaria para protegê-la do risco de uma possível elevação da taxa de câmbio? 8. Sua empresa fez uma aplicação financeira num fundo DI pelo prazo de trinta dias, resgatando-a integralmente no final desse prazo. Você conseguiria calcular a taxa líquida efetiva dessa aplicação, supondo que a empresa é tributada pelo regime de lucro presumido e está sujeita a uma alíquota de imposto de renda 15% ao ano? Que outros dados precisariam ser conhecidos para calcular a taxa solicitada? 9. Sua empresa está negociando o preço de um serviço a ser prestado a um cliente e deseja receber R$ 900.000,00, líquido de ISS, cuja alíquota é 5%. O cliente se propõe a pagar R$ 945.000,00. Qual o valor do erro que esta proposta tem em relação ao objetivo de sua empresa? 10. Um financiamento de R$ 300.000,00 foi contratado para ser pago em 24 parcelas iguais, à taxa de 2,5% ao mês. Como calcularia o valor total do IOF gerado por esse financiamento, considerando que alíquota desse imposto é 0,0041% ao dia? 4. Conhecimentos mais requisitados em cargos da área financeira Analista de Tesouraria
· Análise de fluxo de caixa. · Controle de operações financeiras. · Operações no mercado futuro (hedge/swap). · Análise do fluxo de caixa de médio e curto prazos. · Análise de risco de mercado. · Operações de aplicações e resgates. · Montagem de operações de swaps. · Fechamento de câmbio. · Elaboração de relatórios gerenciais.
Analista de Tesouraria Sênior
· Administração de caixa. · Gerenciamento de contas a pagar e receber. · Fechamento de contratos, leasing e FINAME. · Projeção de fluxo de caixa. · Elaboração de análises e estudos financeiros. · Operações de leasing. · Aplicação de recursos no mercado financeiro. · Fechamento de câmbio.
Coordenador de Tesouraria
· Gestão de fluxo de caixa. · Gestão de operações financeiras de empréstimos. · Controle de Investimentos. · Realização de operações de câmbio. · Planejamento e controle de fluxo de caixa.
Gerente de Operações Financeiras
· Captação e aplicação de recursos financeiros. · Controle de risco de liquidez. · Controle de risco de risco de preço. · Gestão do fluxo de caixa. · Acompanhamento das operações de renda variável. · Conhecimento das normas do BACEN e CVM para as instituições financeiras. Controller
· Controles internos. · Planejamento financeiro. · Análise de resultados. · Estudos de viabilidade · Orçamento. · Planejamento tributário. · Controles gerenciais. · Análise de rentabilidade de produtos. · Forecast. · Relatórios gerenciais, societários e fiscais. · Análise, acompanhamento e controle de custos. · Fechamento mensal dos resultados. · Relatórios financeiros para tomada de decisão. · Elaboração e controle do orçamento e forecast. · Acompanhamento e controle dos relatórios contábeis. · Elaboração de relatórios em US GAAP.
Analista de Custos
· Controle de estoques. · Análise e Controle de custos. · Projetos de eliminação de perdas. · Programas de redução de custos.
Coordenador de Custos
Analista de Planejamento Financeiro
· Elaboração e acompanhamento do orçamento. · Estudos de viabilidade econômico-financeira. · Controle do orçamento e suas variações. · Elaboração do Forecast. · Análise de resultado por divisão e produto. · Análise de rentabilidade por cliente e canal de vendas.
Gerente de Custos
· Fechamento contábil. · Análise e Controle de custos. · Orçamento. · Formação de preços. · Demonstrações financeiras em US GAAP.
5. Estratégias para sobrevivência do profissional de tesouraria. Na formatação universal, a tesouraria de uma organização engloba as seguintes funções:
Contas a pagar e contas a receber habitualmente concentram a maioria das atividades da tesouraria. Nessas duas áreas, boa parte do trabalho tende a ser basicamente operacional e com menor nível de exigência de conhecimentos em relação às demais atividades da tesouraria. Nas operações de contas a pagar e receber há um grande volume de trabalho, normalmente executado sob pressão de tempo ou de escassez de recursos financeiros. Este fato tende a dar às pessoas que executam essas operações a sensação de ocupação plena e que seu trabalho é prioritário para a empresa. O volume de trabalho com as atividades de contas a pagar e receber (liquidação de pagamentos, transmissão e controle da cobrança bancária, conciliação bancária etc.) pode ser afetado pela forma de organização da tesouraria, pelas práticas comerciais, pelas políticas de compra e pelos recursos de informática da empresa. Por exemplo, uma reorganização da tesouraria ou a implantação de um software mais poderoso pode trazer um impacto significativo sobre a quantidade de trabalho de rotina nas atividades de contas a pagar e receber. É justamente neste ponto que estão as ameaças aos profissionais que atuam no núcleo da tesouraria. Antes das mudanças, o estafante trabalho dava a impressão de ser imprescindível para a empresa. Agora, o novo software faz tudo ou quase tudo. A nova organização da tesouraria eliminou procedimentos operacionais que antes ocupavam as pessoas. Nesses caso, com freqüência, os profissionais descobrem que mesmo em outras áreas da tesouraria (fluxo de caixa, captação e aplicação de recurso financeiros) seu aproveitamento ficaria difícil porque eles se especializaram nas atividades de contas a pagar e receber. Com o avanço da tecnologia e outras mudanças no ambiente econômico-financeiro (universalização dos sistemas ERP, novo sistema de pagamentos brasileiro, nota-fiscal eletrônica, reforma fiscal etc.) o núcleo da tesouraria tende a ser cada vez mais enxuto. Esse é um fenômeno irreversível que vem se verificando em todo o mundo, principalmente a partir dos anos noventa. A estratégia de sobrevivência para os profissionais que trabalham em contas a pagar e receber – a alma da tesouraria - consiste nos seguintes procedimentos:
Com a adoção desses procedimentos, caso a empresa promova uma enxugamento em seus quadros de contas a pagar e receber, aumentam as chances do profissional ser realocado para outra atividade da tesouraria ou mesmo fora dela. Copyright © IEF - Instituto de Estudos Financeiros. Todos os direitos reservados.
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