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FINANÇAS DA PEQUENA E MÉDIA EMPRESA Cinco erros frequentes de planejamento empresarial Ponto de equilíbrio em volume de vendas
São conhecidas as carências das pequenas e médias empresas em termos de administração financeira. O empresário típico começa um negócio a partir de alguma habilidade (vendas, conhecimento técnico etc.) e tem, inicialmente, uma relação distante com a administração financeira. Seu primeiro contato com administração financeira consiste apenas em pagar e receber. Nesse estágio, sua bússola financeira pode ser chamada de “caixômetro”: dinheiro em caixa é sinal de que as coisas vão bem. Quando a empresa começa a crescer, em alguns casos, é percebida a necessidade de maior atenção para a administração financeira. A formação de preços estaria correta? Porque ainda não temos um fluxo de caixa? E os custos, estariam dentro da normalidade? Essas são algumas das primeiras manifestações da necessidade de administração financeira. Em conseqüência da percepção da importância da administração financeira, treinamentos e softwares são introduzidos na empresa. Entretanto, o apreço pelo pioneiro “caixômetro” permanece por alguns motivos. Em primeiro lugar, ele é intuitivo e amigável. Não exige o conhecimento de nenhuma teoria, nenhum cálculo mais complexo ou análise mais rebuscada. Além disso, é de acesso imediato, pois basta uma consulta ao saldo da conta bancária. A supremacia do “caixômetro” tem uma conseqüência direta: a crença de que, na essência, as dificuldades financeiras podem ser evitadas quando as vendas são satisfatórias. Se os negócios continuam a prosperar e o caixa permanece bem, a tendência da empresa é aumentar os custos fixos (instalações, pessoal, serviços de terceiros etc.), o que também aumenta o risco do negócio. Contando apenas com o "caixômetro" para guiar-se na condução da empresa, o empresário não consegue dispor, dentre outras, das seguintes informações:
A falta de informações decorrente da preferência pelo “caixômetro”, tende a se perpetuar, a menos que uma crise financeira atinja a empresa. Nesse caso, as informações não supridas pelo “caixômetro” são buscadas com avidez, muitas vezes sem uma definição clara do que a empresa necessita. Como em medicina, a recuperação do paciente (empresa) dependerá do estágio em que a cura seja buscada. Uma alternativa ao ”caixômetro” é a empresa dispor de um sistema de informações financeiras enxuto que forneça os indicadores necessários à boa gestão, sob a forma de relatórios compactos, de leitura rápida e de fácil entendimento. Seria uma administração financeira sem EBITDA, EVA, VAR, WACC, Duration, ao contrário do que fazem as grandes corporações. Essa espécie de administração financeira minimalista, embora não seja a ideal, tem chances de produzir resultados concretos para as empresas que usam o “caixômetro” como instrumento de planejamento e controle financeiro. Encontrar soluções simples e eficazes para seus problemas de gestão deveria ser um mandamento a ser seguido pelas pequenas e médias empresas. Aliás, pelas empresas de qualquer porte. Cinco erros frequentes de planejamento empresarial Diversos erros podem ser cometidos na fase de planejamento de um negócio. Desses erros, existem cinco que são mais frequentes. Todos eles podem ser fatais para a continuidade do negócio. São os seguintes:
Ponto de equilíbrio em volume de vendas Para toda empresa existe um determinado volume de vendas onde ocorre a igualdade entre sua receita total e seu custo total. Este volume de vendas representa o ponto de equilíbrio econômico da empresa. Sejam, V = volume de vendas MC = % de margem de contribuição média da empresa (é igual à receita total menos custo variável total dividido pela receita total). F = custo fixo No ponto de equilíbrio (lucro zero), teremos: V.MC - F = 0 V.MC = F V = F ÷ MC Exemplo: Uma empresa varejista tem um custo fixo de R$ 21.000,00/mês. Sua margem de contribuição média (receita total menos custo variável total dividido pela receita total) é de 30%. Seu ponto de equilíbrio em termos de vendas será: V = 21.000 ÷ 0,3 = 70.000 Verificação: Custo fixo = 21.000,00 Margem de contribuição: 30% de 70.000 = 21.000,00 Custo Variável Total = Receita Total - Margem de Contribuição Custo Variável Total = 70.000,00 - 21.000,00 = 49.000,00 Custo total = Custo Fixo + Custo Variável Custo Total = 21.000,00 + 49.000,00 = 70.000,00 Lucro total = Receita Total - Custo Total Lucro Total = 70.000,00 - 70.000,00 = 0 Observe que no ponto de equilíbrio a margem de contribuição é igual ao custo fixo já que o lucro é zero. Para avaliarmos se o ponto de equilíbrio expresso em valor monetário está adequado ele precisa ser comparado com o potencial de vendas da empresa. Cada setor empresarial tem um ponto de equilíbrio ideal. Este representa um percentual do potencial de vendas da empresa, considerando os recursos existentes. Copyright © IEF - Instituto de Estudos Financeiros. Todos os direitos reservados.
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